sábado, 24 de julho de 2010

Silas, o novo Tetzel

No climax da reforma protestante existiu um personagem que foi muito importante para as vendas das indulgências, isto é, o comércio religioso em nome de Deus, que revoltou Lutero. Este arguto Tetzel atraía as multidões e os cativavam com manobras energúmenas e mercantilistas.

Nós temos hoje uma espécie de retomada do mesmo método, com carinha mais safada e mais picareta, pois o modelo que está sendo usado é bem mais escroto e sem compaixão das vítimas tolas. Estou revoltado com este apelatismo brutal deste mauricinho do evangelho neo-liberal.

No primeiro apelo do seu programa o Dinossauro decadente pediu novecentos reais e agora o Guru do dinheiro MORDEDOG está pedindo mil reais, ou seja, o grande lance do momento ou modismo da hora é a tal da semente que só cresce no terreiro de ouro destes capetalistas do evangelicalismo barato e fácil por demais.

Estou cansado com todo este oportunismo sarcástico e por demais debochante que não respeita a fé cristológica e nem a moral evangélica séria.

Ao terminar esta reflexão, deixo um conselho sem medo de ser feliz. Não oferte sua grana suada para estes Alcapones da fé, pois nem Chicago aguenta mais. A paz. Fui..

Pastor José Barbosa

Escatologia Psicótica

Na metade do século XVIII, surgiu na América um fervor translouco em torno da vinda de Jesus Cristo, isto é, a loucura foi tão forte que chegaram a marcar a data da vinda de Jesus. Foram duas datas, uma em 1842 e a outra 1844, ou seja, as duas falharam.

Esta ansiedade em torno da volta de Jesus é muito antiga, o apóstolo Paulo já falava disso de tal forma, que tornou-se a marca de seu ministério. Para ele, a escatologia da vinda de Jesus era de suma importância.

Este advento, é aguardado como esperança e redenção do povo de Deus, mas a psicose escatolofobética e megalomaníaca, é o contrasenso desta manifestação apocalíptica e salvadoramaníaca. As seitas do século XVIII buscaram com afã esta vinda e bateram forte nas suas premonições, e o que aconteceu, foi que passaram vegonha com seu debiloidismo profético.

Sabemos que um dia Jesus vai voltar, porém, a hora e o dia só Deus sabe, e enquanto Ele não volta, devemos estar aguardando com humildade e tranquilidade a sua vinda, confiantes que num abrir e fechar de olhos, com glória e poder iremos contemplá-lo, juntos subiremos e iremos estar para toda a eternidade.

Pastor José Barbosa

AO IRRITADINHO COM CARINHO.....

Lamento muito meu companheiro que o evangelho que o amado pregava e que seu pai lhe ensinou foi deixado de lado. Hoje, o querido pregador articula o evangelho da barganha com Deus e tem um novo Pai, na verdade, um Guru dos Novecentos Reais, isto é, o DINOSSAURO da grana fácil.

O evangelho que seu pai pregou por muitos anos não falava em grana, mas em almas para o reino de Deus, ou seja, seu pai pregou um evangelho sem pede, pede, e sem interesse pessoal ou qualquer motivação capitalista. A denominação que o Lindinho pertence não tem seu perfil. O amado tem toda pinta de Neo-pentecostal assumido.

Meu querido Irritadinho, assuma logo sua identidade e decida-se. O seu discurso é neo-liberal, uma espécie de Lairbe-rização da fé, que só busca o fim e não importa com o meio, isto é, MAQUIAVELIZAÇÃO DA FÉ. Meu querido, seu evangelho tem preço, o de Jesus não, pois foi pago na cruz no ato da redenção. Por isso, entre o seu evangelho Moneymanista e o de Jesus, fico com o de Jesus.

É com lamentanção e profunda dor evangelística que termino essa reflexão, pois o seu deus é Mamon e o seu guru, é um idoso decadente, que perdeu o centro da fé e a postura moral e que faz qualquer coisa por este reino.

Pastor José Barbosa

PASTOR JOÃO DA IGREJA VISÍVEL

Meu Pastor João....Não sei para onde o senhor está indo, pois falou muito do céu, mas as suas atitudes eram infernais. Penso que o senhor com seu malcaratismo discursou muito bla..bla..bla.. e muita mentira, e agora João qual é a nova do seu Baú???

Pastor João, muita gente acreditou em você e muitos foram enganados pelos seus sermões que eram empolgantes e cativantes, isto é, João sabia ludibriar.

Meu caro safadinho João, toda sua vida foi marcada por curas fantasiosas, exorcismos baratos e milagrismos vazios. Agora no fim da vida, as cortinas estão fechando e o tempo de acerto de contas chegou. E agora João? Precisa se explicar!!!!

O show está acabando e os holofotes se apagando e tudo o que resta é o juízo do Todo Poderoso que irá te julgar e decidir seu fim, meu caro João.

E agora João? A festa acabou, não tem mais grana, mais praia, mais apartamento, mais Ferrari, mais avião, mais luxo e glória humana, pois tudo acabou.

O fim está chegando meu caro amigo, na verdade a ilusão está chegando ao fim e tudo está mais claro, isto é, o seu mundo tão lindo e glamuroso está desabando meu caro amigo, e tudo o que resta é um passado marcado com muita picaretagem e sacanagem. Você tirou muita onda de Deus e curtiu seu ego evangelho.

Que pena João seu fim chegou. E agora João??

Pastor José Barbosa

Judaização da Graça

Estamos convivendo com um momento altamente complexo para a igreja, isto é, o evangelho puro e simples tem sido trocado por uma caricatura de evangelho, que é na verdade uma banalidade ridícula. A pregação com a presença de elementos judaicos, tem sido o modismo do momento e o afã de muitos pregadores do pós-pentecostalismo beligerante.

O conflito entre Zuínglio e Calvino foi justamente sobre a utilização ou não dos elementos periféricos na graça, ou seja, usar os sacramentos judaicos, ou na verdade aceitar a graça pela graça e nada mais. Agostinho avaliava o sacramento como um sinal visível, enquanto Calvino declarava Cristo como fundamento espiritual do sacramento.

O que nós temos hoje é a presença das coisas exteriores no evangelho da graça, só por fé, ou seja, a presença massificadora de objetos externos que cada dia mais mascara o evangelho da graça só pela graça, e nada mais do que a graça maravilhosa de Jesus.

A fé pela fé não é suficiente, mas é necessário um ibope maior dos elementos que substituem a fé simples, por uma fé objeto que nada mais é do que uma ludibriação da fé genuína por uma fé refém da materialização do invisivel pelo visível, pois para estes letárgicos, fé é o que se vê.

Pastor José Barbosa

O Evangelho do Mala - Benção Vendida por 900 Reais

Amados, estamos diante de uma situação tão grotesca, mas tão grotesca que não existe mais lugar para a ética de Jesus Cristo, pois, o banal assumiu a posição de herói e o super mega gospel. Estou sentindo nojo desses vigaristas que usam o rádio e a TV para explorar crentólogos neófitos e bobinhos assumidos, que não percebem que estão sendo assaltados à luz do dia sem nenhuma piedade.

Estou estafado e não suporto mais este evangelho produto de caça grana, do luxo, pompa e sucesso. Já fui muito paquerado pelos neo-pentecostais com belas ofertas e tentadores, mas tenho uma convicção histórica, e não posso traí-la, pois melhor que bens, riquezas e sucesso é ter uma consciência cristã cristologizada e convertida na Cruz.

Um pastor de uma igreja de boa grana me fez um convite, e neste convite eu teria algumas regalias e um belo apartamento numa área nobre da cidade, mas com uma condição: eu deveria dirigir um chamado "culto dos empresários", e minha resposta foi: NÃO. Eu sei que a turma do Mala e dos 900 reais jamais entenderiam o meu Não, mas o meu coração e a minha cabeça cristã não é movida por grana, mas sim pela vocação ministerial-profética do Jesus histórico, que deu-me um bem que grana nenhuma ganha: a Vida Eterna. E agarrado aos princípios bíblicos resisto bravamente contra este clã da máfia ceciliana que alojou-se no cristianismo histórico.

Pastor José Barbosa

Sola Gratia - Somente a Graça

A expressão de Paulo retrata bem o que é a graça, quando declara pela graça sois salvos, e e somente pela graça e nada mais, isto é, a graça por si só basta e não existe lugar para a lei caducada.

Em 1779 um ex-comerciante de escravos e agora pregador, cujo nome era John Newton escreveu uma canção que chama-se Amazing Grace, ou seja, Maravilhosa Graça.

No livro "Confissões de Agostinho", ele relata que Deus é a única felicidade segura, isto é, Deus é sempre o mesmo, de acordo com Agostinho. Outra expressão de Agostinho fascina, "Tu me procuravas por toda a parte".

De acordo com Boice, a igreja deve buscar uma convicção mais forte da graça, pois segundo Packer, a graça tornou-se enfadonha ou, na verdade, como disse Boice, a graça, hoje, é entediante.

Para Boice, o evangelho é um produto e os pecadores, consumidores, isto é, a graça não é suficiente, necessita de algumas estratégias de mercado, ou seja, é a Lairberização da fé graciosinha por demais.

A graça é surpreendente e maravilhosa, e também segura, isto é, muito segura, é o mecanismo maior da salvação.

Pastor José Barbosa

Cara, Eu Sou O CARA

Partindo de uma análise de Rigacci Jr., o que transita por este mundo mongolóide é a auto-exaltação do eu em si, ou seja, a sintomatologia autotélica. Nesta leitura, nós temos uma manifestação altamente danosa, que chamamos de fundamentalismo.

O fundamentalismo tem uma postura muito radical, pois, para o fundamentalismo, o outro é sempre uma ameaça e precisa ser vencido, isto é, o outro é um obstáculo a ser destruído e eliminado. Não aceita o diálogo e o pluralismo, pois para esta ideologia não tem diálogo.

Dentro deste contexto, o eu É e o Tu é apenas uma coisificação barata sem presença, que canta seu desdém de péssimo gosto. Para Kojeve, os desejos são desejados, isto é, desejamos o que o outro deseja.

Para Descartes, o sujeito encontra sua identidade isolando-se do mundo e encerrando-se no seu pensamento ou, na verdade, é isolar-se do outro e enxergar nele apenas uma coisa sem valor. O EU SOU elimina o Tu e o Nós, só existe lugar para o tirano EU.

É o culto ao EU que celebra o espetáculo do egoísmo cínico que apologiza o "cada um por si e Deus por todos nós", que na verdade, é o Deus refém do EU. Neste sistema não existe lugar para a Teoria de Buber, que avalia no Liane do eu-tu-eu, ou seja, não há lugar para o eu.

Pastor José Barbosa

Os Lalaus da Fé

O apóstolo Pedro na sua segunda carta faz uma leitura deste comportamento anti-evangélico, que busca apenas a grana das ovelhas. O termo que Pedro usa no Cap. 2 da segunda carta é avareza, isto é, o desejo de explorar as ovelhas, ou seja, avareza por avareza.

O evangelho romântico que não usurpava ovelhas e nem roubava suas granas, hoje está esquecido e abandonado, pois, o que interessa não é a alma, mas o corpo e a grana das ovelhas desavisadas. Um certo pregador da mídia otária evangélica, que eu o chamo de irritadinho sem conteúdo bíblico, trouxe um decadente velhinho do money gospel, e este velhinho gagá usava a mídia para pedir 900 reais de oferta, isto é, com aquele velho papo babaca Deus devolve em dobro.

É um assalta à bíblia armada e sem nenhum respeito ao Deus único, pois, o que interessa para esses bandidos demoigrejólogos é dinheiro e mais dinheiro, isto é, Templos: Grandes Negócios. Temos hoje, dentro do evangelho, Tupiniquins o clã dos Alibabás e seus quarenta ladrões, ou seja, não é mais caso para Deus resolver, mas sim para o Ministério Público, isto é, caso de Polícia.

O pior de tudo, que soa como blasfêmia é que, esses bandidos gospels estão assaltando os bolsos dos evangélicos bobinhos, usando uma exegese safada e sem temor a Deus, pois, tudo o que eles fazem não tem nenhuma estruturação bíblica mas sim um desejo de luxar com a sua grana e viver como popstar, são Lalaus da fé, corre deles.

Pastor José Barbosa

O novo Bezerro de Ouro - A Marcha que não Marcha

Esta mobilização ou concentração que celebra o show evangélico, tem sido o glamour do evangelismo medíocre e babaca, pois, o que se busca nesta procissão catolizada é o culto ao ídolo ou popstar gospel, que é o santinho da procissão. O que esses caras estão fazendo é exorcizar o bezerro de ouro e curtir uma balada a céu aberto com fachada de adoração a Jesus.

Amados, vamos acabar com essa palhaçada pós-evangelicalista, pois no fundo sabemos que Jesus sempre abominou este tipo de aglomeração que, na verdade, é uma dose de idolatria cristã e performance do ritual pagão. O Jesus histórico não necessita deste carnaval cristianizado e de péssimo gosto, pois seu Nome está acima de Todo nome.

O que percebemos nessas marchas pseudo-cristológicas é a presença da histeria gospel massificadora, isto é, uma doxologia ao homocentrismo beligerante e ridículo, ou seja, Jesus é um coadjuvante bem inferior, pois, o senhor desta parafernália dopante é o mestre ala que puxa o samba de uma nota só com uma bandeira, que deveria estar escrito: "Eu sou o Jesus, popstar dos bobões de plantão", pois, lá dentro desta transloucura protestanconóide, o Jesus deles é um estilo de vida, ou um bom padrão de modismo gospel.

São os cara pintadas que estão ali sem saber porque, pois, são teleguiados por mentores que usam a fachada ou pose de senhor espiritual, mas lá no fundo são fraquinhos por grana.

Pastor José Barbosa