sábado, 25 de dezembro de 2010

Medo

É uma manifestação intrínseca ao ser humano e profundamente inata, onde o ser humano sofre e chora sua dor interior. De acordo com Hobbes, filósofo inglês, o medo é uma paixão por excelência, a que mais demonstra nossa vulnerabilidade, isto é, no medo o homem torna-se mais humano, mais frágil.

A utopia do super-herói sem medo é pura fantasia da ficção, pois no mundo real, o medo mostra sua cara e deixa-se ser visto, ou na verdade, o medo é muito mais real do que pensamos. A Teologia Paulina procura afugentar o medo, pois na idéia teológica de Paulo, a fé é guerreira e não teme o medo, isto é, na visão de Paulo o medo é um grande vilão e precisa ser vencido.

Na raiz selvagem do homem está muito presente o medo e algumas Ciências tentam explicar, por exemplo: a Filosofia, a Sociologia, a Psicologia e a Psiquiatria, mas o medo é um movimento intenso dentro do ser humano e o único meio de abrandá-lo é voltar-se de coração e mente para o nosso Deus, Senhor e Salvador.

Como o budismo que procura enganar o medo, assim também alguns, através de técnicas humanas procuram amenizar a dor do medo, pois lá no fundo o “medo do medo é o grande medo”. A fé pura em Jesus ainda é o melhor mecanismo de escape para o sujeito do medo, pois tudo o que o medo teme é o confrontamento, isto é, resistí-lo bravamente, mediado pelo evangelho, que é o único remédio para o medo.

Encerrando essa reflexão deixo claro que já tive medo, ainda luto e sei que lutarei sempre, mas o melhor antídoto para o medo é encará-lo sem medo.
Pastor José Barbosa


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A desilusão de um pastor

Estou convivendo com minha lamentação, e através dela tento demonstrar minha dor e melancolia profética, pois vejo o ridículo triunfar diante do evangelho histórico-ortodoxo. O conteúdo bíblico foi trocado pelo barulho vazio de alguns "pentecosnóides" lunáticos, que pregam para entreter igrejas, circos.
         

Meu coração de pastor está cada vez mais triste, pois, vejo o púlpito pentecostal cada vez mais sem a verdade bíblica, isto é, a diversão de domingo assumiu o lugar da exegese bíblica. De acordo com Tozer, se a verdade completa fosse dita muitos de nós raramente pensamos a respeito de Deus.
         

A confissão evangélica da década de 80 pregava o arrependimento do mundanismo, e uma volta para a escritura, ou seja, seguir doutrinas centrais: “Só a escritura”, “ Só Cristo” e “ Só a graça”. De acordo com Neil Postman o culto tornou-se um show onde o pregador é o máximo. Deus vem como um segundo banana.
          

Michael Horton reage dizendo: “Temos feito o nosso soberano Senhor quase tão barato como a escova de cabelo que tem seu nome estampado”. De acordo com Boice: “O evangelho é um produto, a igreja um balcão e o pecador um consumidor”.
         

O show assumiu o lugar do culto e tudo é uma festa de arromba, ou os embalos de domingo à noite, ou seja, a banalidade tomou conta e criou filhotes, pois quando acaba um banal surge outro em seu lugar. Esta chegando a hora dessa gente pastoral desiludida mostrar a cara de ser feliz.

Pastor José Barbosa

Deus é bom, mas não abuse.

A expressão paulina "Pela graça sois salvo" deixa muito claro, que a graça necessita de uma boa conduta moral, alojada nos princípios de Deus.
           


De acordo com Bunyan, Deus é bondoso acima de qualquer medida, mas é perigoso a abusar dessa bondade, pois ela merece todo o respeito de um filho de Deus.
           


No mundo mitológico dos deuses humanos, a bondade não existe, pois o homem por si só, não consegue ser bom, ele necessita de um Deus bondoso para ensiná-lo, isto é, o homem só consegue ser bom, quando sua vida está totalmente entregue a Deus.
           


A bondade de Deus é inegociável, ou na verdade, não pode ser comercializada, pois Deus é bom e dentro de sua soberania, não tem lugar para a maldade, pois o grande atributo de Deus é ser Santo e Bom.
           


O homem de vez em quando brinca com esta bondade, e isto se torna um grande abismo para o cristão da fé. Somente um Deus tão soberano e absoluto, pode ser bom e aproximar o homem da sua bondade, mas deixando claro que existe um critério divino, isto é, ser santo e bom.
           


O homem pode duvidar de muitas coisas, de sua crença, dos mitos, dos ritos, dos deuses e de qualquer manifestação simbólica, mas é impossível, duvidar de um Deus tão bom.
PASTOR JOSÉ BARBOSA

  

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Piquenique da fé

De acordo com Pascal a palavra diversão representa o maior de todos os males para a sociedade, pois a expressão diversão vem do latim devertere e significa desviar o olhar para o outro lado. Dentro deste contexto, percebemos que a diversão ou entretenimento não é algo bom para a fé cristã.
       


Precisamos trabalhar melhor o conteúdo da fé, pois hoje alguns evangélicos de alguns evangelhos têm produzido uma fé muito “oba oba” e sem nenhuma estruturação teológica, ou seja, a fé foi trocada por uma forma de vida cristã muito medíocre.
       


A fé sem base bíblica torna-se um ideologismo vazio e sem vida, pois a fé como forma de vida cristã, necessita de uma base bíblica. Tem muita gente crente brincando de ser crente, utilizando a nomenclatura como meio escapista, pois fica perceptível na prática que a fé professada é apenas um “teorismo” plástico.
       


O sermão histórico e a doxologia de culto é trocada pelo sermão motivacional e pelas canções de vitória e prosperidade, isto é, o pregador e o cantor evangélico são na verdade animadores de auditório que não se preocupam com a verdade, pois a verdade teológica histórica confronta valores mentirosos e equivocados.



Estamos necessitando não mais de shows evangélicos, mas sim de uma proposta de seriedade cristã acoplada à verdade ortodoxa, pois a fé só sobrevive mediada pela verdade bíblica.

                                                                                                           
Pastor José Barbosa

Estão substituindo Jesus

O momento histórico da igreja é altamente delicado, pois os objetos e o homem estão assumindo o lugar de Jesus e dentro deste contexto, o evangelho sofre a sua metamorfose ambulante.
              

Ora, o Espírito afirma expressamente que, que nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensino de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade. 1 Timóteo 4: 1 ao 3.
               

Estes textos bíblicos estão bem presente no mundo evangélico pós-moderno, isto é estão arrancando Jesus da liturgia e colocando no seu lugar elementos da lei e do novo misticismo evangélico.
              

Estamos necessitando de uma ortodoxia bíblica e uma apologética convertida ao conteúdo bíblico, pois não agüentamos mais a introdução de fantasias e mentiras em nome de Deus.
             

A fé em Jesus Cristo é autônoma e não necessita de amuletos escapistas usados em nome de uma fé muito rasa e vazia. Estão brincando com o evangelho sério, ou seja, estão colocando alguns objetos do legalismo judaico, do candomblé, da filosofia oriental e alguns outros elementos.
            

Amados, a coisa evangélica está feia e a liturgia minada por caçadores de ilusões, que usam o nome de Deus em vão e não respeitam o senhorio de Jesus.
Pastor José Barbosa     

Evangelho é sofrer

No evangelho de João o Senhor Jesus nos ensina que no mundo tereis aflições (João16: 33), isto é, seguir o evangelho de Jesus é carregar no corpo as marcas de Cristo.


De acordo com John Piper, para sofrer bem é necessário morrer, ou seja, só morrendo para o mundo, aprendemos a sofrer em Jesus e suportar as aflições.
          

Lina Sandell que era filha de Jonas Sandell, pastor da igreja luterana na Suécia, quando tinha vinte e seis anos, acompanhou seu pai em uma viagem de barco para Gothenberg. Durante esta viagem ele caiu e afogou-se diante de seus olhos. A tragédia afetou Lina profundamente e a inspirou a escrever hinos, sendo o “Day by Day” – (Dia a Dia), um dos mais conhecidos.
         


Em Romanos, capítulo 5:3, Paulo nos ensina nos gloriar nas tribulações, isto é, sentir gozo no sofrimento, pois o sofrimento a partir do evangelho é um preparo para o reino de Deus.
        


Em Atos (14:22), aprendemos que é necessário que passemos por muitas tribulações para entrarmos no reino de Deus. John Bunyan aprendeu que no sofrimento e na dor  o nome de Jesus Cristo é Glorificado.
        


O evangelho de Jesus Cristo propaga a soberania de Deus e sua misteriosa bondade, pois para Bunyan, Deus é bondoso acima de qualquer medida, ou seja, mesmo no sofrimento, enxergamos a bondade de Deus, que glorifica o nome soberano do Senhor e o seu evangelho como a melhor proposta para a vida de um cristão.
                                                                                                                              Pastor José Barbosa

Chama do Espírito

Não desejo ser saudosista, mas o meu coração cristão anela por um evangelho histórico desinstalado do mundanismo e de um caráter cristológico. Os grandes ícones do evangelho histórico trilharam um caminho de oração e de consagração a Deus, isto é, viveram uma fé genuína e cheia do Espírito Santo, e acima de qualquer coisa, Deus era o movimento de suas vidas.


O evangelho histórico de confissão bíblica tem como primazia o conhecimento e a chama do Espírito, pois uma vida cristã só com o conhecimento é fria e por isso necessita da chama do Espírito.


Estes dois elementos são primordiais para o crescimento de um cristão que deseja um evangelho abundante e triunfante, ou seja, uma vida cheia do Espírito Santo.


Não podemos mais viver o evangelho do freguês, pois este evangelho não é bíblico, mas sim um evangelho descomprometido com o reino que não abraça o fervor do Espírito e o sobrenatural de Deus que é o ponto máximo de um cristão histórico.


Necessitamos voltar um pouco no tempo e vislumbrarmos os cultos e asa liturgias e perceberemos com certeza que os cristãos eram piedosos e mais tementes a Deus.


O mundo pós-moderno criou seus filhotinhos e eles estão instalados em alguns cultos evangélicos, isto é, são cristãos que professam uma fé cristã, mas tem alergia a chama do Espírito e ao sobrenatural de Deus.


Estes cristãos vão para o céu, mas estão perdendo uma grande oportunidade de sentir um pouquinho do céu aqui.
PASTOR JOSÉ BARBOSA



O evangelho dos cachês

É muito lamentável o que está acontecendo com o evangelho de Jesus, isto é, o mundanismo secular entrou dentro dele, produzindo uma metamorfose diabólica, ou seja, o sacro foi trocado pelo profano.

Os ícones da fé evangélica no passado, não cobravam pra pregar ou cantar, eles adoravam a Deus com um comportamento litúrgico de lealdade e respeito ao sagrado, mas o que estamos vendo hoje é uma desmoralização do sagrado em troca de um “profanismo” ridículo.
       
O louvor é santo e o cantor deve ser santo, assim também a pregação é santa e o pregador deve ser santo, pois qualquer coisa que foge a esses princípios é puro mundanismo e o que estamos vendo hoje é uma grande afronta ao Deus Santo.

Quando um pregador ou cantor evangélico cobra um cachê, isto implica que Deus não tem nenhuma responsabilidade com ele, pois o melhor caminho de um sacerdócio santo é confiar que Deus vai tocar no seu sacerdote para abençoar com uma oferta de amor, e por incrível que pareça e por mais idiota que seja eu acredito que Deus cuida do filho chamado por Ele.

O púlpito evangélico não é cabine de emprego, ou profissionalismo barato, mas é na verdade um local diferenciado onde Deus usa seus agentes proféticos.

Minha alma dói quando vejo pregadores e cantores evangélicos usando a igreja com uma postura profissional e desrespeitosa com o nosso Pai, pois a igreja não é uma boate, ou um clubezinho qualquer, pois ela foi comprada com o sangue de Jesus e merece mais amor e menos dinheiro.
PASTOR JOSÉ BARBOSA

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

ALCAPONE MUDOU-SE DE CHICAGO PARA O BRÁS

Nos anos 30 a máfia de Alcapone assolava Chicago com muita violência e terrorismo psicológico, isto é, qualquer inimigo era destruído com força muito violenta. O deus de Alcapone era a grana e o poder sem limite.

Foram anos de domínio e ameaças assustadoras, ou seja, qualquer, oposição era eliminada de forma abrupta, ou na verdade sacrificado por amor ao seu dinheiro, que era o Senhor de Alcapone. Raul cantava uma canção: Ei!Alcapone vê se te orienta, assim dessa maneira nego Chicago, não te agüenta.

Alcapone foi o terror dos anos 30 e o grande vilão da policia de Chicago, mas o cara era muito sacana e nunca preso, e por isso tornou-se o herói dos pilantras e canalhas. E hoje amados nós temos uma Chicago no Brás, e um Alcapone no Brás, pois, é na verdade o cenário novo para os pilantras da fé.

Estão exorcizando a máfia de Chicago com cara de evangelicalismo de bandisconóide arguto, isto é, os ladrões têm pinta de anjo e carinha de ovelha, mas cuidado são lobos perigosos, que não podem ver, grana, pois, piram de verdade.

A máfia do Brás tem tudo a haver com a máfia de Chicago, pois tem muito glamour, muita grana, muita fama, muito poder e um culto show com direito a encantamento, ilusionismo e palhaço para alegrar as motivações pobres. Estou meio perdido entre a Chicago de Alcapone e a Chicago dos Alcapones Tupiniquins do Brás.

Bye.
Pastor José Barbosa

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Xô Satanás

O Asa de águia lançou um sucesso que tinha como titulo - Xô Satanás, que é na verdade uma gozação a liturgia do Senhor. Eles brincam com o evangelho de Jesus e zombam da fé santa de forma escrachada.

Eles contam a história de um jovem que era um drogado e beberrão, que encontra a salvação em Jesus. Eles tiram um barato dos evangélicos e debocham dos crentes em Jesus.

Num Momento da música eles gritam de forma histérica, que na casa do Senhor não existe satanás, e gritam xô satanás, mas sabemos que satanás só sai em nome de Jesus. É bem verdade que na casa do Senhor não existe satanás, pois ele anda onde ele é chamado e aplaudido.

A Igreja do Senhor Jesus não pode ser avacalhada por safadões que não respeitam a igreja de Jesus Cristo e procuram tirar uma onda da fé genuina e límpida. São sacanas que não entendem a conversão que o evangelho produz.

Eles usam o nome de Deus todo poderoso em vão, e curtem a sua sátira dando gargalhadas pesadas do processo de salvação, que é o único meio de chegar nas mansões celestes.

O Aleluia não foi encontrado num barzinho de salvador, mas nasceu na cruz.

Pastor José Barbosa